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Perfil ![]() Nome: Sara Marques Idade: 16 anos Signo: Gémeos País: Portugal Caracteristicas: loira, olhos azuis, simpática, inteligente... Disciplinas preferidas: linguas Disciplinas mais "odiadas": Ed. Física Desporto: natação e dança Tempos livres: escrever, ver animes, ler, fazer templates, ver televisao, fóruns, ouvir musica...
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007 it´s just a part of my life; another part I'm going to complete (2ª parte) De repente, a máquina assusta-me. Ela tinha voltado a respirar. Ninguém soube como, nem porquê mas voltou. Senti-me aliviada.Passado 2 semanas, depois de vários exames, voltou para casa. A coitadinha, estava sempre a perguntar pela mãe. Nem mesmo a festa que o JP, de 13 anos, lhe preparou, com balões, cartazes, prendas, bolos e com os seus doces preferidos, os smarties, a alegrou. Estava muito triste. Esboçou um sorriso forçado, daqueles à bebé que fazem uma pessoa parecer patética, e correu a ir para o seu quarto. Sentia-me mal. Com apenas 5 anos (feitos no hospital), ela já sofria. E eu que me queixava. Gostaria que ela tivesse uma infância feliz, como eu tive. De qualquer maneira, tudo estava mudado. Todos sentiam o mau ambiente. E eu não podia simplesmente sair de casa. Era a mais velha e, por isso, vi todos os meus irmãos nascerem, desde o JP à pequena Matilde, com 2 anos. Ela sim, era a única pessoa feliz. E, aparentemente, a única pessoa que ADORAVA a sua mãe. Eu não podia divertir-me como as minhas colegas o faziam. Com tantas responsabilidades, até chegava a não ter amigos. Parece que a minha existência estava ligada à morte. Por exemplo, os meus avós morreram no dia em que tinha ficado com eles, nas férias. Depois, o meu irmão Martim e agora... A minha melhor amiga. Foi tão ultrajante. Ninguém me ligava nenhuma. E a minha mãe não me deixava mudar de escola... “Esta é muito mais perto, e muito mais barato”, apesar de o dinheiro não ser problema para ela, graças à divisão de bens. Cá para mim, ela estava contente com isso. Ouvi-a a falar com Hilda, a sua melhor amiga. Nunca pensei que as mães pudessem ter as suas próprias melhores amigas. Se a minha mãe não tinha tempo para nós, como é que o teria para as amigas tinha? Interrogava-me todas as noites sobre isso, até há bem pouco tempo, quando percebi que ela apenas queria negar o óbvio. E o mais estranho, é que eu concordava com ela. Depois de uma nova humilhação no colégio, 3 anos depois, decidi pôr mãos à obra. Com o dinheiro que juntei, a partir da mesada semítica do meu pai, contratei uma baby-sitter para os meus irmãos, mais uma empregada doméstica, comprei um vestido lindo todo azul com brilhantes, guardei o dinheiro restante e fui para o baile da minha turma. Nunca tinha pensado que lá podia encontrar alguém especial. Mas o destino tinha-me pregado uma partida. Conheci lá o Bernardo Guivaldanny, um rapaz imensamente loiro e com uns olhos azuis safira, lindos. Ele era tão especial. Namorámos 2 anos. Até poderia durar mais, se ele não me tivesse traído, com uma rapariga de cabelo ruivo brilhante, demasiado fútil para se gostar dela. Até os seus gostos eram esquisitos. Então, decidi esquecê-lo, mas estava a ser difícil. Já que querem saber, impossível. Mas sempre fui uma rapariga forte. Não podia abater-me, com tantas pessoas dependentes de mim. Agora tenho 20 anos. Os meus pais despertaram só agora para a vida, mas demasiado tarde, para mim. Já tenho casa própria, e o meu irmão também. As minhas duas irmãs mais novas, vivem em casa com a mãe, dividindo o seu tempo em casa da mãe – casa do pai; mas são felizes. E eu também. Estou solteira, mas isso importa? Sou independente. E livre, como um passarinho branco. Etiquetas: My life 0 Comments Fim do Post
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